Antigo Egito Caucasoide: A Evidência Artística (50 imagens)

As representações artísticas são um dos meios pelos quais podemos investigar as origens raciais de uma sociedade antiga, uma vez que cada grupo racial tem formas de expressões artísticas muito singulares. Vejamos alguns exemplos:

Acima à esquerda: uma máscara de cobre Yorubá (1300 d.C.); centro: escultura chinesa de 650 d.C.; direta: o imperador Augusto (63 a.C. a 14 d.C.).

Representações artísticas no Antigo Egito

Sequência de 50 imagens de esculturas e relevos originais, de diferentes épocas, que nos dão um retrato claro do fenótipo das pessoas que viveram no Egito daquele período:

Esquerda: escultura pré-dinástica de olhos azuis; direita: Nesa, 3ª dinastia.


Esquerda: “cabeça reserva” da 4ª dinastia; direita: Princesa Meritites, dinastia 4.


Esquerda: Reino Antigo, dinastia 4-5 (2639 a 2347); direita: o faraó Quéfren da 4ª dinastia.


menkaure and khamerernebty

O faraó Menkaure e sua esposa khamerernebty , dinastia 4.


Esquerda: Hetepheres II, filha do faraó Quéops, representada com cabelos loiros-vermelhos; direta: O Escriba Sentada, dinastia 4 ou 5.


rahotep e nofret

Rahotep e Nofret, dinastia 4; Império Antigo.


Esquerda: mulher nobre da 4ª dinastia (2590 a.C.); Direita: Pehernefer, 5ª dinastia.


Esquerda: Metjetji, dinastia 5; direita: o arquiteto da grande pirâmide de Gizé, Hemiunu (2570 a.C.).


Esquerda: Kaaper (2500 a.C.); Direita: Ranofer, dinastia 4-5.


 Iaiib e sua esposa Chuaut dinastia 4 Iaiib e sua esposa Chuaut, dinastia 4.


Esquerda: estátua de madeira com olhos azuis (5ª dinastia); direita: estátua do Império Antigo (2465-2150 a.C.).


Esquerda: Keiki, Império Antigo (2350-2200 a.C.); direita: faraó Hor, 13ª dinastia


Esquerda: Amenemhat III (1860–1814 a.C.); direita: Sesostris I (1971–1926) a.C.).


Esquerda: Sesostris III (1878 – 1839 a.C.); direita: a rainha Sitdjehuti, 17ª dinastia.


Esquerda: Ramose, governador de Thebas sob Amenofis III; direita: Amenhotep I (1526–1506 a.C.).


Esquerda: Amenhotep II, 18ª dinastia; direita: Merit.


Esquerda: faraó Amenmesse, dinastia 19; direita: Sennuwy, dinastia 12.


Hatshepsut e o seu irmão Thutmose III, 18ª dinastia.


Esquerda: o faraó Neferhotep I (13ª dinastia); direita: Nefertiti (1353–1336 a.C.).


Esquerda: rainha Ahhotep I (17ª dinastia); direita: Princesa Nefertiabet, provável filha do faraó Quéops (2590-2565 a.C.).


penduas e nefertaris dinastia 19

Penduas e Nefertaris, dinastia 19.


Esquerda: Ramsés II, o faraó mais poderoso da história Egito (1279–1213 a.C.); ao seu lado, a rainha Meritamen.


Esquerda: Imertnebes, 12ª dinastia (1991-1783 a.C.), Tebas; direita: Nefertari, esposa de Ramsés II.


Ani e sua esposa Tutu livro dos mortos dinastian 19

Ani e sua esposa Tutu – livro dos mortos, dinastia 19.


Esquerda: Merneptah (1213-1203 a.C.); direita: Isis e Nepthys, 19ª dinastia (vale dos reis).


Esquerda: Roy, escriba de Horemheb e Amun (dinastia 18); direita: Ramsés III (1186–1155 a.C.).


Esquerda: Mentuhotep III, 11ª dinastia (2010 a.C. – 1998 a.C.); direita: Ramsés IV  (1155-1149 a.C.).


Amunherkhopshef (filho do farao Ramses III) e a deusa Isis

Amunherkhopshef (filho do faraó Ramses III) e a deusa Isis, dinastia 20.

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O Ciclo da Miséria

Os negros são maioria nos morros então é correto dizer que a maior parte dos negros são moradores de favela.

Sabe-se que moradores de favela nunca passam no vestibular. Sabe-se que somente algumas aberrações conseguem romper o “ciclo da pobreza” e escapar da favela por serem super-dotados.

Por quê isso acontece?

Primeiro:

O nascimento da maioria dos moradores da favela é fruto de uma concepção anormal.

A “mamãe”, de modo geral, vai pro sambão ou pro trenzinho do baile funk onde engravida de alguém que ela não tem a menor idéia de quem seja.

O pobre-favelado já nasce mal… nasce de “fornicação” fruto de um “trenzinho no baile funk”. Já nasce sem saber quem é o seu pai.

Na certidão de nascimento só existe o nome da mãe enquanto o nome do pai está em branco.

Seus irmãos também nascerão assim. Todos filhos de fornicação e de pais diferentes que a mãe não tem a menor idéia quem sejam pois estava bêbada demais para se lembrar…

Essa “família” já começou toda errada e o destino tenebroso destas crianças já está traçado…

Segundo:

Agora a “família” está formada… a “mamãe” agora tem 5 filhos, todos de pais diferentes e fruto de fornicação.

A criançada passa o dia tudo largada por aí pois a “mamãe” não exerce o seu papel de mãe pois está mais preocupada com fornicação, samba, funk e cachaça.

Seus filhos passam o dia todo perâmbulando pela rua… ficam brincando por aí e pedindo esmolas. Enquando isso, sua “mamãe” está nuns amassos com mais outro homem se encarregando de produzir mais um menor abandonado.

Se perguntarem a esta “mãe” onde estão seus filhos, ela não saberá responder. Apenas vai dizer que eles estão “brincando por aí”…

Na cabeça desta “mãe”, a forma como ela está “educando” seus filhos não é nada anormal… para ela o “normal” é deixar os filhos largados assim mesmo…

Agora os filhos da mamãe favelada começam a chegar aos 7 anos de idade…

“Hora de colocá-los no Brizolão”

Ela leva a prole pro Brizolão e exige que a escola lhe dê tudo: uniforme para seus filhos, sapatos para seus filhos, merenda para seus filhos, banho para seus filhos, transporte para seus filhos e talvez, futuramente, “cotas na universidade” para seus filhos.

Ela larga seus filhos no Brizolão e volta para casa para ficar dormindo o dia todo e pensando no sambão e no baile funk que vai acontecer a noite.

As crianças desta mãe agora estão no Brizolão.

Por nunca terem tido uma “educação familiar” e por negligência da mãe, estas crianças se comportam como verdadeiros selvagens. Ameaçam professoras, fumam maconha dentro da escola, cantam funks enaltecendo traficantes pelos corredores do CIEP e por aí vai…

A Professorinha tenta fazer de tudo para dar aula e tentar dar uma futuro melhor para aquelas crianças. Acaba perdendo seu tempo e se frustrando… pobre professorinha…

O diretor da escola não sabe o que fazer pois a escola sofre constantes depredações e atos de vandalismo cometidos pelos alunos. Já não há mais dinheiro para manutenção dos banheiros pois estes foram reformados no mês passado e já estão completamente depredados.

A única coisa que eles parecem valorizar é a “hora da merenda” pois o resto, para eles não interessa…

Os professores perdem a fé e já não mais acreditam que podem mudar aquela realidade daqueles alunos miseráveis.

Agora os filhos da “mamãe” já são jovens adolescentes…

Se metem em um monte de merda… compra CDs piratas do “proibidão” do funk. Passam o dia todo soltando pipa e a noite vão balançar a bunda no sambão. Gostam de falar de AR15 e sonham serem como os traficantes. Como são idiotas demais, nem como olheiro do tráfico conseguem um bico.

Acabam virando flanelinha, vendedores de balinhas nos sinais de trânsito, limpadores de vidro nos sinais, etc.

Num momento de lucidez, percebem que não têm futuro e ficam revoltados.

Neste momento, eis que aparecem os grupos de (in)consciência negra e pessoas como o Fábio Pinto. Estas pessoas dizem estar ali para “ajudá-lo”. Falam sobre uma tal “burguesia perversa” que é culpada pela situação dele ser aquela. Falam coisas como ele ser “vítima da sociedade” e que o “governo não lhe deu condições”.

Acendem neste indivíduo a chama da revolta contra a “burguesia branca.”

Revoltado contra a “burguesia branca” e contra o malvado governo que “não lhe deu estudo”, este indivíduo passa a participar de passeatas exigindo “cotas para negros” nas Universidades Públicas.

Falam sobre uma tal “dívida histórica”, “opressão contra os negros” e que eles devem lutar “pelo o que é deles”.

Usam de meios violentos nos seus protestos. Dizem que os brancos burgueses estão “roubando” suas vagas na universidade.

Atentos ao que acontece, políticos inescrupulosos afim de formarem currais eleitorais, abraçam a “nobre causa” de defender as tais “cotas para negros” nas Universidades Públicas.

Tentam usar os argumentos mais absurdos possíveis para tentar provar que as “cotas” não são inconstitucionais e que existe uma “divida histórica a ser paga”.

Faz uma bafafá tremendo, politicagem barata, assistencialismo e pimba! Consegue emplacar a Lei das “cotas para burros nas Universidades Públicas”.

Com a Lei, aqueles filhos da “mamãe” que passava o tempo todo dormindo, bebendo cachaça e balançando a bunda no baile funk agora estão estudando Engenharia na UERJ.

Notam que os banheiros da UERJ têm muitas torneiras bonitas esperando serem roubadas. Notam que tem muito muro esperando levar uma bela pixação escrito “CV”. Descobrem que é um barato chegar na comunidade e dizer que vai ser formar “dotô” pela UERJ.

Quando começam as provas de Cálculo, Álgebra Linear, Mecânica I, Física I, etc, caem na realidade: “o que que é isso, mermão? Ninguém me falô que precisava estudar para ser dotô!”

Descobrem que não sabem nada e levam bomba nos exames. Ficam revoltados e voltam para os grupos de (in)consciência negra que agora fazem protestos contra os “malvados e burgueses” professores da UERJ que estão reprovando os alunos cotistas.

Desiludido, o jovem cotista abandona a UERJ e vai fazer aquilo que ele mais gosta: balançar a bunda no baile funk.

Lá encontra uma “cachorra preparada” e manda vê na hora do trenzinho.

Meses depois ele ouve falar que a tal garota engravidou e está preste a dar a luz e felizmente parece que ela não tem a menor idéia de quem seja o pai.

E aqui fecha-se o ciclo da miséria…

A feia verdade…

A Verdade quase sempre é feia enquanto que a mentira quase sempre é bonita e sedutora.

É muito mais bonito dizer que a “culpa é da Sociedade” do que afirmar a culpa para situação de miséria em que vivem é deles mesmos.

É muito mais bonito dizer q a “malvada burguesia impede que o favelado saia da miséria” do que admitir que eles mesmo cavam a própria cova e que afundam na própria lama.

É muito mais bonito dizer q “o vestibular é injusto porque prejudica os estudantes das escolas públicas” do que admitir que eles mesmos depredam as escolas e ameaçam os professores.

A Verdade nunca é algo bonito de se ver…
1 – A realidade existe, independentemente da observação do homem, de seus sentimentos, desejos, esperanças ou medos.

2 – A razão é o único meio do homem para perceber a realidade, sua única fonte de conhecimento, seu único guia de ação e seu meio básico de sobrevivência

3 – O homem, cada homem, é um fim em si mesmo e não um meio para o fim de outros homens. Deve existir em função de seus próprios propósitos, não se sacrificando por outros nem sacrificando outros por ele.

O Ruivo Faraó Ramsés II

ramessesEste texto é uma tradução para o português, da seguinte fonte: http://marchofthetitans.com/earlson/rameses.htm

O faraó Ramsés II (da dinastia 19) é geralmente considerado o mais poderoso e influente rei que reinou no Egito. Ele é um dos poucos governantes que ganhou o epíteto de “O Grande”. Suas origens raciais, inclusive, são de extremo interesse.

Em 1975, o governo egípcio permitiu que a múmia de Ramsés, fosse levada a Paris para trabalhos de conservação. Numerosos outros testes foram realizados, para determinar as afinidades raciais precisas de Ramses, em grande parte porque o estudioso senegalês Cheikh Anta Diop, estava reivindicando naquele momento que Ramsés era negro.
Uma vez que o trabalho foi concluído, a múmia foi devolvida em um caixão hermeticamente fechado, e manteve-se em grande parte escondida da vista do público desde então, mantida escondida nas entranhas do Museu do Cairo.
Os resultados do estudo foram publicados em uma obra ricamente ilustrada, que foi editada por L. Balout, C. e C. Roubet Desroches-Noblecourt, e foi intitulada La Momie de Ramsés II: Contribuição Scientifique à l’Égyptologie (1985).
O Professor PF Ceccaldi, junto com uma equipe de pesquisa, estudou alguns cabelos que foram removidos do couro cabeludo da múmia. Ramsés II tinha 90 anos quando morreu, e seu cabelo tinha ficado branco. Ceccaldi determinou que a cor amarelo avermelhada do cabelo da múmia havia sido provocada por tingimento com uma solução diluída de hena, ele provou que isso seria um exemplo das atenções cosméticas dos embalsamadores.
No entanto, os traços de cor original do cabelo (na juventude), permanecem nas raízes, mesmo em idade avançada. Exames microscópicos provaram que as raízes do cabelo continham traços de pigmentos vermelhos naturais, e que, portanto, durante a sua juventude, Ramsés II tinha sido ruivo.
Concluiu-se que estes pigmentos vermelhos, não resultaram de alguma forma de alteração do cabelo post-mortem, mas, de fato, representam a cor natural do cabelo de Ramsés. Ceccaldi também estudou uma secção transversal dos fios, e determinou a partir de sua forma oval, que Ramsés tinha sido “cymotrich” – possuía cabelos ondulados.
Por fim, ele afirmou que essa combinação de características mostravam claramente que Ramsés havia sido “leucoderme” – pessoa de pele branca. [Balout, et al. (1985), 254-257.]

Balout e Roubet eram ilusões quanto à importância dessa descoberta, e concluíram o seguinte:

“Depois de ter alcançado este imenso trabalho, uma importante conclusão científica continua a ser desenhada: o estudo antropológico e análise microscópica de cabelo, realizado por quatro laboratórios: Judiciário Medecine (Professor Ceccaldi), Société L’Oréal, da Comissão da Energia Atómica, Institut Textile de France mostraram que Ramsés II era um “leucoderme”, que é um homem de pele clara, perto dos pré-históricos e antigos mediterrâneos, ou resumidamente, do berbere da África.” [Balout, et al. (1985), 383.]
É interessante notar a conexão com os berberes do norte da África: algumas tribos berberes, como os rifianos das montanhas do Atlas, têm incidências de cabelos loiros chegando a quase 60%, e eles têm um percentual de pessoas de
cabelos vermelhos, que é comparável a dos irlandeses. [Coon & Hunt (1966) 116-117.]
Estes fatos não só têm interesse antropológico, no entanto, mas também uma grande importância simbólica. No antigo Egito, o deus Seth foi citado como sendo ruivo, e os ruivos foram citados como tendo adorado o deus com devoção. [Wainwright (1938) 31, 33, 53.]
No estudo de Ramsés já referido, a egiptóloga Desroches-Noblecourt escreveu um ensaio, no qual ele expõe a importância da condição ruiva de Ramsés.
Ela observou que os Ramessides (a família de Ramsés II), foram dedicados a Seth, vários deles com o nome de “Seti”, que significa “amado de Seth“. Ela concluiu que os Ramessides acreditavam ser descendentes divinos de Seth, com seu cabelo vermelho como prova de sua linhagem. Eles podem até ter usado essa característica física peculiar para impulsionarem-se para fora da obscuridade, e para o trono dos faraós. Desroches-Noblecourt também especulou que Ramsés II pode ter sido descendente de uma longa linhagem de ruivos. [Balout, et al. (1985), 388-391.]
Suas especulações têm sido provadas corretas: Dr. Joann Fletcher, consultor da Fundação Britânica para Bio-antropologia, provou que Seti I (o pai de Ramsés II), tinha o cabelo vermelho. [Parks (2000).] Também tem sido demonstrado que a múmia do faraó Siptah (bisneto de Ramsés II), tinha o cabelo vermelho.[Partridge (1994) 169.]
Podemos notar também a descrição antropológica da múmia Ramsés, que foi descrita pelo historiador bíblico Archibald Sayce:
“A Dinastia XIX, a qual Ramsés II, o opressor dos israelitas, pertencia, se distingue pelo seu “dolicocefalismo” marcado de longa de cabeça. Sua múmia mostra um índice de 74, enquanto que o rosto é oval com um índice de 103. O nariz é importante, comprido extreito e aquilino, e as mandíbulas são alinhadas de forma normal. O queixo é largo, o pescoço longo, como os dedos e unhas. O grande rei parece ter tido cabelo vermelho”. [Sayce (1925) 136.]
Todos estes detalhes são características da raça nórdica. [Günther (1927) 10-23.] Sendo que finalmente, devemos notar que o professor Raymond Dart declarou que a raça nórdica era o “tipo faraônico egípcio”. Ele, então, passou a afirmar especificamente, que a cabeça de Ramsés II é “pelásgica elipsoidal ou nórdica” em seu tipo – pelásgica significa que pertence a um povo que viveu na região do mar Egeu, antes da vinda dos gregos. [Dart (1939).]

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Diferenças microscópicas no cabelo entre cada raça

Afrocentrismo

É o argumento central deste estudo, que Ramsés II não era só Branco, mas que ele era um indivíduo racialmente nórdico, louro e de pele clara. Se fosse realmente possível provar que Ramsés viesse a ser de fato negro, este ponto de
vista particular teria de ser reconsiderado.
A ideia de que os antigos egípcios em geral (e sua aristocracia, em particular), eram predominantemente negros de pele clara, e de cabelos de lã, como as pessoas essencialmente africanas, foi algo mais vigorosamente promovido
pelo estudioso senegalês, Cheikh Anta Diop (1923-1986).
Ele foi o principal proponente de uma série de doutrinas e crenças que posteriormente ficaram conhecidas como “afrocentrismo”. [Howe (1998).] Uma das numerosas alegações de Diop, foi a de que Ramsés II era negróide, e
que esse “fato” pode ser provado facilmente. Assim, Diop comentou:
“Os egípcios eram negros do mesmo tipo que todos os povos nativos da África tropical. Isso é particularmente verdadeiro quando se trata de Ramses II, seu pai, Seti I e Tutmés III.” [Diop (1987) 217.]
Uma das principais alegações de Diop, foi a de que Ramsés II tinha o cabelo lanoso. Ele acreditava que esse ponto teria sido provado por uma famosa estátua de granito do busto de Ramsés, que atualmente reside no Museu Egípcio de Turim, Itália. E em seu livro: A Origem da Civilização Africana, Diop teria reproduzido duas fotografias, uma da estátua e a outra de um negróide Watusi, abaixo dos quais ele colocou as seguintes observações:

ramblack

Faraó Ramsés II (superior), e um Watusi moderno. O penteado Watusi pode ser concebido apenas para o cabelo lanoso. Os pequenos círculos sobre o capacete do Faraó representam cabelos crespos (como observado por Denise Cappart em seu artigo em Reflet du Monde,1956). [Diop (1974) 19.]

No entanto, a cabeça de Ramsés ali representada está coroada e não apresenta os referidos cabelos de lã, mas sim um elmo ou coroa. Peter Clayton observou que nesta representação do faraó, Ramsés usa uma coroa distinta. [. Clayton
(1995) 146] Clayton se referiu a esta parte particular de seu traje como:

Khepresh – o Capacete ou Coroa Azul – a Coroa de Guerra”. [Clayton (1995) 118.]

Portanto, as espirais que são detectáveis na estátua, representam uma decoração em um capacete, e não cabelo lanoso. Este ponto é confirmado pelo fato de que em representações coloridas, a coroa é pintado em azul, daí o seu nome: a Coroa Azul. [Geddes & Grosset (1997) 435.]
Ela nunca teria esta tonalidade se as pinturas fossem criadas para representar cabelo. Parece que a representação da Coroa Azul foi feita a partir de couro e conforme foi investido, era de grande significado cerimonial: parece ter representado a supremacia do faraó sobre o reino terrestre. [DesrochesNoblecourt (1972) 128-132.]
Igualmente, o uraeus (capuz de cobra), o qual se projeta a partir da frente da coroa, bem como as bandas claramente delineadas que marcam as arestas do capacete, revelam que na cabeça o cabelo é coberto. Exatamente o que os
círculos que cobrem a superfície da coroa azul vem supostamente representar, é discutível, mas tem sido sugerido por FDP Whicker, que eles são feitos para imitar as marcas de uma carapaça (casco de tartaruga), sendo este o material
de que, ele acredita, os capacetes originais foram fabricados. [Whicker (1990).]
Além disso, devemos observar os resultados do estudo que foi realizado sobre o cabelo da múmia de Ramsés. É possível determinar a raça de um indivíduo tendo um único fio de cabelo de sua cabeça e estudando a estrutura do
mesmo. Quando observado em corte transversal, o couro cabeludo ondulado de um caucasoide é oval ou amplamente elíptico na forma, com o diâmetro mínimo no valor de cerca de 70% do maior.
Em contraste, a espiral, o cabelo de lã de um indivíduo negróide, é estritamente de forma elíptica, com o eixo menor da elipse sendo um pouco inferior a metade da maior. [Baker (1974) 208, 296-297, 308.]
A equipe de pesquisadores que estudaram o cabelo de Ramsés II, sob a direção do Professor Ceccaldi, observou que, quando visto em corte transversal, a estrutura do cabelo era oval em forma e, portanto, concluiu que Ramsés tinha sido cymotrich (de cabelos ondulados). [Balout, et al. (1985), 256.]
Isto demonstra claramente que Ramsés não tinha cabelo lanoso e, consequentemente, que a estátua que o retrata em Turim não prova que Ramsés era negro. Em termos de avaliação de evidências, os resultados produzidos a partir de um estudo de restos mortais dos Ramesses, são de maior valor do que qualquer quantidade de conclusões que foram tiradas apenas a partir de retratos. Portanto, as afirmações de Diop são completamente infundadas.

O ruivo Ramsés

É bom, para retratar plenamente as conclusões da equipe de pesquisa que investigou pelos de Ramsés, citar que:
“O cabelo de Ramsés II-D múmia está confinado a uma zona temporooccipital que corresponde a um estágio avançado de calvície”.
Os cabelos são ligeiramente frisados e mostram uma secção transversal oval, o grande eixo da qual se situa entre 60 e 70 um: eles são específicos de um cymotrich leucoderma.
A amostra que foi investigada, apresenta percentagens idênticas compostas de cabelos totalmente despigmentadas e pigmentadas, a cor geral podendo ser um vermelho claro, com alguma tendência para o amarelo.
Embora o exame microscópio seja capaz de demonstrar uma forte evidência de pigmentos vermelhos, sem evidência de possíveis pigmentos, obteve-se que um componente pode estar presente como de forma difusa, que pode ser
mascarado por um corante amarelo fraco – provavelmente decorrente diluído de Henna ou um dos seus derivados. “[Balout, et al. (1985) 256.]

Bibliografia:

Baker, JR (1974) Race (Londres: Oxford University Press).
Balout, L., C. & C. Roubet Desroches-Noblecourt [eds.] (1985) La Momie de Ramsés II: Contribuição Scientifique à l’Égyptologie (Paris: Éditions Recherche sur les Civilizações).
Clayton, PA (1995) Crónica dos Faraós: The Reign-by-Reign Registro dos governantes e dinastias do Antigo Egito (London: Thames & Hudson).
Coon, CS & EE Hunt (1966) As Raças de Vida do Homem (Londres: Jonathan Cape).
Dart, RA (1939) “flutuação populacional mais de 7.000 anos no Egito.” Transactions of the Royal Society da África do Sul, XXVII, 95-145.
Desroches-Noblecourt, C. [. Claude, trans] (1972) Tutancâmon: Vida e Morte de um faraó (Harmondsworth: Penguin Books).
Diop, CA [M. Cook, trans] (1974) A Origem da Civilização Africano:. Mito ou Realidade? (Westport: Lawrence Hill).
Diop, CA (1987) “Civilização ou Barbárie: uma antropologia autêntica.” Em Van Sertima & Williams (1987) 161-225.
Geddes & Grosset (1997) Antigo Egipto: Mito e História (New Lanark: Geddes & Grosset).
Günther, HFK [GC Wheeler, trans.] (1927) Os elementos raciais da história da Europa (Londres: Methuen).
Howe, S. (1998) Afrocentrism: Pasts mítico e Casas Imagined (Londres: Verso).
Parques, L. (2000) “Os antigos egípcios usavam perucas”. Egito Revelado, 29 de maio.
Partridge, RB (1994) Faces de faraós: Royal Múmias e Caixões De Tebas Antiga (London: Rubicon Press).
Sayce, AH (1925) As raças do Antigo Testamento (London: Religious Tract Society).
Van Sertima, I. & L. Williams [eds.] (1987) grandes pensadores africanos, Volume I: Cheikh Anta Diop (New Brunswick: Transação Books).
Wainwright, GA (1938) The Sky-Religion no Egito: a sua antiguidade e Efeitos (Cambridge: University Press).
Whicker, FDP (1990) o Egito e as Montanhas da Lua (Braunton: Merlin Livros).

Publicações mais recentes

Análises científicas modernas das raízes de seus cabelos [Ramsés II] confirmaram que, em sua juventude, o rei foi de fato um ruivo natural.(Tyldesley; 2001)

Em 1975, uma equipe de cientistas de 105 membro liderada por Lionel Baloud restaurou” a múmia de Ramsés II (c. 12790-1213 BC) e concluiu, entre muitos outros pontos, que o seu cabelo era dotipo europeu . Alguns egiptólogos, ainda sustentam que o cabelo de Ramsés II também era vermelho, ao invés de vermelho tingido.(Najovits; 2004)

Ramsés II teve um nariz aquilino[adunco] proeminente .” (Roberts; 2006)