Antigo Egito Caucasoide: A Evidência Artística (50 imagens)

As representações artísticas são um dos meios pelos quais podemos investigar as origens raciais de uma sociedade antiga, uma vez que cada grupo racial tem formas de expressões artísticas muito singulares. Vejamos alguns exemplos:

Acima à esquerda: uma máscara de cobre Yorubá (1300 d.C.); centro: escultura chinesa de 650 d.C.; direta: o imperador Augusto (63 a.C. a 14 d.C.).

Representações artísticas no Antigo Egito

Sequência de 50 imagens de esculturas e relevos originais, de diferentes épocas, que nos dão um retrato claro do fenótipo das pessoas que viveram no Egito daquele período:

Esquerda: escultura pré-dinástica de olhos azuis; direita: Nesa, 3ª dinastia.


Esquerda: “cabeça reserva” da 4ª dinastia; direita: Princesa Meritites, dinastia 4.


Esquerda: Reino Antigo, dinastia 4-5 (2639 a 2347); direita: o faraó Quéfren da 4ª dinastia.


menkaure and khamerernebty

O faraó Menkaure e sua esposa khamerernebty , dinastia 4.


Esquerda: Hetepheres II, filha do faraó Quéops, representada com cabelos loiros-vermelhos; direta: O Escriba Sentada, dinastia 4 ou 5.


rahotep e nofret

Rahotep e Nofret, dinastia 4; Império Antigo.


Esquerda: mulher nobre da 4ª dinastia (2590 a.C.); Direita: Pehernefer, 5ª dinastia.


Esquerda: Metjetji, dinastia 5; direita: o arquiteto da grande pirâmide de Gizé, Hemiunu (2570 a.C.).


Esquerda: Kaaper (2500 a.C.); Direita: Ranofer, dinastia 4-5.


 Iaiib e sua esposa Chuaut dinastia 4 Iaiib e sua esposa Chuaut, dinastia 4.


Esquerda: estátua de madeira com olhos azuis (5ª dinastia); direita: estátua do Império Antigo (2465-2150 a.C.).


Esquerda: Keiki, Império Antigo (2350-2200 a.C.); direita: faraó Hor, 13ª dinastia


Esquerda: Amenemhat III (1860–1814 a.C.); direita: Sesostris I (1971–1926) a.C.).


Esquerda: Sesostris III (1878 – 1839 a.C.); direita: a rainha Sitdjehuti, 17ª dinastia.


Esquerda: Ramose, governador de Thebas sob Amenofis III; direita: Amenhotep I (1526–1506 a.C.).


Esquerda: Amenhotep II, 18ª dinastia; direita: Merit.


Esquerda: faraó Amenmesse, dinastia 19; direita: Sennuwy, dinastia 12.


Hatshepsut e o seu irmão Thutmose III, 18ª dinastia.


Esquerda: o faraó Neferhotep I (13ª dinastia); direita: Nefertiti (1353–1336 a.C.).


Esquerda: rainha Ahhotep I (17ª dinastia); direita: Princesa Nefertiabet, provável filha do faraó Quéops (2590-2565 a.C.).


penduas e nefertaris dinastia 19

Penduas e Nefertaris, dinastia 19.


Esquerda: Ramsés II, o faraó mais poderoso da história Egito (1279–1213 a.C.); ao seu lado, a rainha Meritamen.


Esquerda: Imertnebes, 12ª dinastia (1991-1783 a.C.), Tebas; direita: Nefertari, esposa de Ramsés II.


Ani e sua esposa Tutu livro dos mortos dinastian 19

Ani e sua esposa Tutu – livro dos mortos, dinastia 19.


Esquerda: Merneptah (1213-1203 a.C.); direita: Isis e Nepthys, 19ª dinastia (vale dos reis).


Esquerda: Roy, escriba de Horemheb e Amun (dinastia 18); direita: Ramsés III (1186–1155 a.C.).


Esquerda: Mentuhotep III, 11ª dinastia (2010 a.C. – 1998 a.C.); direita: Ramsés IV  (1155-1149 a.C.).


Amunherkhopshef (filho do farao Ramses III) e a deusa Isis

Amunherkhopshef (filho do faraó Ramses III) e a deusa Isis, dinastia 20.

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O Ruivo Faraó Ramsés II

ramessesEste texto é uma tradução para o português, da seguinte fonte: http://marchofthetitans.com/earlson/rameses.htm

O faraó Ramsés II (da dinastia 19) é geralmente considerado o mais poderoso e influente rei que reinou no Egito. Ele é um dos poucos governantes que ganhou o epíteto de “O Grande”. Suas origens raciais, inclusive, são de extremo interesse.

Em 1975, o governo egípcio permitiu que a múmia de Ramsés, fosse levada a Paris para trabalhos de conservação. Numerosos outros testes foram realizados, para determinar as afinidades raciais precisas de Ramses, em grande parte porque o estudioso senegalês Cheikh Anta Diop, estava reivindicando naquele momento que Ramsés era negro.
Uma vez que o trabalho foi concluído, a múmia foi devolvida em um caixão hermeticamente fechado, e manteve-se em grande parte escondida da vista do público desde então, mantida escondida nas entranhas do Museu do Cairo.
Os resultados do estudo foram publicados em uma obra ricamente ilustrada, que foi editada por L. Balout, C. e C. Roubet Desroches-Noblecourt, e foi intitulada La Momie de Ramsés II: Contribuição Scientifique à l’Égyptologie (1985).
O Professor PF Ceccaldi, junto com uma equipe de pesquisa, estudou alguns cabelos que foram removidos do couro cabeludo da múmia. Ramsés II tinha 90 anos quando morreu, e seu cabelo tinha ficado branco. Ceccaldi determinou que a cor amarelo avermelhada do cabelo da múmia havia sido provocada por tingimento com uma solução diluída de hena, ele provou que isso seria um exemplo das atenções cosméticas dos embalsamadores.
No entanto, os traços de cor original do cabelo (na juventude), permanecem nas raízes, mesmo em idade avançada. Exames microscópicos provaram que as raízes do cabelo continham traços de pigmentos vermelhos naturais, e que, portanto, durante a sua juventude, Ramsés II tinha sido ruivo.
Concluiu-se que estes pigmentos vermelhos, não resultaram de alguma forma de alteração do cabelo post-mortem, mas, de fato, representam a cor natural do cabelo de Ramsés. Ceccaldi também estudou uma secção transversal dos fios, e determinou a partir de sua forma oval, que Ramsés tinha sido “cymotrich” – possuía cabelos ondulados.
Por fim, ele afirmou que essa combinação de características mostravam claramente que Ramsés havia sido “leucoderme” – pessoa de pele branca. [Balout, et al. (1985), 254-257.]

Balout e Roubet eram ilusões quanto à importância dessa descoberta, e concluíram o seguinte:

“Depois de ter alcançado este imenso trabalho, uma importante conclusão científica continua a ser desenhada: o estudo antropológico e análise microscópica de cabelo, realizado por quatro laboratórios: Judiciário Medecine (Professor Ceccaldi), Société L’Oréal, da Comissão da Energia Atómica, Institut Textile de France mostraram que Ramsés II era um “leucoderme”, que é um homem de pele clara, perto dos pré-históricos e antigos mediterrâneos, ou resumidamente, do berbere da África.” [Balout, et al. (1985), 383.]
É interessante notar a conexão com os berberes do norte da África: algumas tribos berberes, como os rifianos das montanhas do Atlas, têm incidências de cabelos loiros chegando a quase 60%, e eles têm um percentual de pessoas de
cabelos vermelhos, que é comparável a dos irlandeses. [Coon & Hunt (1966) 116-117.]
Estes fatos não só têm interesse antropológico, no entanto, mas também uma grande importância simbólica. No antigo Egito, o deus Seth foi citado como sendo ruivo, e os ruivos foram citados como tendo adorado o deus com devoção. [Wainwright (1938) 31, 33, 53.]
No estudo de Ramsés já referido, a egiptóloga Desroches-Noblecourt escreveu um ensaio, no qual ele expõe a importância da condição ruiva de Ramsés.
Ela observou que os Ramessides (a família de Ramsés II), foram dedicados a Seth, vários deles com o nome de “Seti”, que significa “amado de Seth“. Ela concluiu que os Ramessides acreditavam ser descendentes divinos de Seth, com seu cabelo vermelho como prova de sua linhagem. Eles podem até ter usado essa característica física peculiar para impulsionarem-se para fora da obscuridade, e para o trono dos faraós. Desroches-Noblecourt também especulou que Ramsés II pode ter sido descendente de uma longa linhagem de ruivos. [Balout, et al. (1985), 388-391.]
Suas especulações têm sido provadas corretas: Dr. Joann Fletcher, consultor da Fundação Britânica para Bio-antropologia, provou que Seti I (o pai de Ramsés II), tinha o cabelo vermelho. [Parks (2000).] Também tem sido demonstrado que a múmia do faraó Siptah (bisneto de Ramsés II), tinha o cabelo vermelho.[Partridge (1994) 169.]
Podemos notar também a descrição antropológica da múmia Ramsés, que foi descrita pelo historiador bíblico Archibald Sayce:
“A Dinastia XIX, a qual Ramsés II, o opressor dos israelitas, pertencia, se distingue pelo seu “dolicocefalismo” marcado de longa de cabeça. Sua múmia mostra um índice de 74, enquanto que o rosto é oval com um índice de 103. O nariz é importante, comprido extreito e aquilino, e as mandíbulas são alinhadas de forma normal. O queixo é largo, o pescoço longo, como os dedos e unhas. O grande rei parece ter tido cabelo vermelho”. [Sayce (1925) 136.]
Todos estes detalhes são características da raça nórdica. [Günther (1927) 10-23.] Sendo que finalmente, devemos notar que o professor Raymond Dart declarou que a raça nórdica era o “tipo faraônico egípcio”. Ele, então, passou a afirmar especificamente, que a cabeça de Ramsés II é “pelásgica elipsoidal ou nórdica” em seu tipo – pelásgica significa que pertence a um povo que viveu na região do mar Egeu, antes da vinda dos gregos. [Dart (1939).]

hair

Diferenças microscópicas no cabelo entre cada raça

Afrocentrismo

É o argumento central deste estudo, que Ramsés II não era só Branco, mas que ele era um indivíduo racialmente nórdico, louro e de pele clara. Se fosse realmente possível provar que Ramsés viesse a ser de fato negro, este ponto de
vista particular teria de ser reconsiderado.
A ideia de que os antigos egípcios em geral (e sua aristocracia, em particular), eram predominantemente negros de pele clara, e de cabelos de lã, como as pessoas essencialmente africanas, foi algo mais vigorosamente promovido
pelo estudioso senegalês, Cheikh Anta Diop (1923-1986).
Ele foi o principal proponente de uma série de doutrinas e crenças que posteriormente ficaram conhecidas como “afrocentrismo”. [Howe (1998).] Uma das numerosas alegações de Diop, foi a de que Ramsés II era negróide, e
que esse “fato” pode ser provado facilmente. Assim, Diop comentou:
“Os egípcios eram negros do mesmo tipo que todos os povos nativos da África tropical. Isso é particularmente verdadeiro quando se trata de Ramses II, seu pai, Seti I e Tutmés III.” [Diop (1987) 217.]
Uma das principais alegações de Diop, foi a de que Ramsés II tinha o cabelo lanoso. Ele acreditava que esse ponto teria sido provado por uma famosa estátua de granito do busto de Ramsés, que atualmente reside no Museu Egípcio de Turim, Itália. E em seu livro: A Origem da Civilização Africana, Diop teria reproduzido duas fotografias, uma da estátua e a outra de um negróide Watusi, abaixo dos quais ele colocou as seguintes observações:

ramblack

Faraó Ramsés II (superior), e um Watusi moderno. O penteado Watusi pode ser concebido apenas para o cabelo lanoso. Os pequenos círculos sobre o capacete do Faraó representam cabelos crespos (como observado por Denise Cappart em seu artigo em Reflet du Monde,1956). [Diop (1974) 19.]

No entanto, a cabeça de Ramsés ali representada está coroada e não apresenta os referidos cabelos de lã, mas sim um elmo ou coroa. Peter Clayton observou que nesta representação do faraó, Ramsés usa uma coroa distinta. [. Clayton
(1995) 146] Clayton se referiu a esta parte particular de seu traje como:

Khepresh – o Capacete ou Coroa Azul – a Coroa de Guerra”. [Clayton (1995) 118.]

Portanto, as espirais que são detectáveis na estátua, representam uma decoração em um capacete, e não cabelo lanoso. Este ponto é confirmado pelo fato de que em representações coloridas, a coroa é pintado em azul, daí o seu nome: a Coroa Azul. [Geddes & Grosset (1997) 435.]
Ela nunca teria esta tonalidade se as pinturas fossem criadas para representar cabelo. Parece que a representação da Coroa Azul foi feita a partir de couro e conforme foi investido, era de grande significado cerimonial: parece ter representado a supremacia do faraó sobre o reino terrestre. [DesrochesNoblecourt (1972) 128-132.]
Igualmente, o uraeus (capuz de cobra), o qual se projeta a partir da frente da coroa, bem como as bandas claramente delineadas que marcam as arestas do capacete, revelam que na cabeça o cabelo é coberto. Exatamente o que os
círculos que cobrem a superfície da coroa azul vem supostamente representar, é discutível, mas tem sido sugerido por FDP Whicker, que eles são feitos para imitar as marcas de uma carapaça (casco de tartaruga), sendo este o material
de que, ele acredita, os capacetes originais foram fabricados. [Whicker (1990).]
Além disso, devemos observar os resultados do estudo que foi realizado sobre o cabelo da múmia de Ramsés. É possível determinar a raça de um indivíduo tendo um único fio de cabelo de sua cabeça e estudando a estrutura do
mesmo. Quando observado em corte transversal, o couro cabeludo ondulado de um caucasoide é oval ou amplamente elíptico na forma, com o diâmetro mínimo no valor de cerca de 70% do maior.
Em contraste, a espiral, o cabelo de lã de um indivíduo negróide, é estritamente de forma elíptica, com o eixo menor da elipse sendo um pouco inferior a metade da maior. [Baker (1974) 208, 296-297, 308.]
A equipe de pesquisadores que estudaram o cabelo de Ramsés II, sob a direção do Professor Ceccaldi, observou que, quando visto em corte transversal, a estrutura do cabelo era oval em forma e, portanto, concluiu que Ramsés tinha sido cymotrich (de cabelos ondulados). [Balout, et al. (1985), 256.]
Isto demonstra claramente que Ramsés não tinha cabelo lanoso e, consequentemente, que a estátua que o retrata em Turim não prova que Ramsés era negro. Em termos de avaliação de evidências, os resultados produzidos a partir de um estudo de restos mortais dos Ramesses, são de maior valor do que qualquer quantidade de conclusões que foram tiradas apenas a partir de retratos. Portanto, as afirmações de Diop são completamente infundadas.

O ruivo Ramsés

É bom, para retratar plenamente as conclusões da equipe de pesquisa que investigou pelos de Ramsés, citar que:
“O cabelo de Ramsés II-D múmia está confinado a uma zona temporooccipital que corresponde a um estágio avançado de calvície”.
Os cabelos são ligeiramente frisados e mostram uma secção transversal oval, o grande eixo da qual se situa entre 60 e 70 um: eles são específicos de um cymotrich leucoderma.
A amostra que foi investigada, apresenta percentagens idênticas compostas de cabelos totalmente despigmentadas e pigmentadas, a cor geral podendo ser um vermelho claro, com alguma tendência para o amarelo.
Embora o exame microscópio seja capaz de demonstrar uma forte evidência de pigmentos vermelhos, sem evidência de possíveis pigmentos, obteve-se que um componente pode estar presente como de forma difusa, que pode ser
mascarado por um corante amarelo fraco – provavelmente decorrente diluído de Henna ou um dos seus derivados. “[Balout, et al. (1985) 256.]

Bibliografia:

Baker, JR (1974) Race (Londres: Oxford University Press).
Balout, L., C. & C. Roubet Desroches-Noblecourt [eds.] (1985) La Momie de Ramsés II: Contribuição Scientifique à l’Égyptologie (Paris: Éditions Recherche sur les Civilizações).
Clayton, PA (1995) Crónica dos Faraós: The Reign-by-Reign Registro dos governantes e dinastias do Antigo Egito (London: Thames & Hudson).
Coon, CS & EE Hunt (1966) As Raças de Vida do Homem (Londres: Jonathan Cape).
Dart, RA (1939) “flutuação populacional mais de 7.000 anos no Egito.” Transactions of the Royal Society da África do Sul, XXVII, 95-145.
Desroches-Noblecourt, C. [. Claude, trans] (1972) Tutancâmon: Vida e Morte de um faraó (Harmondsworth: Penguin Books).
Diop, CA [M. Cook, trans] (1974) A Origem da Civilização Africano:. Mito ou Realidade? (Westport: Lawrence Hill).
Diop, CA (1987) “Civilização ou Barbárie: uma antropologia autêntica.” Em Van Sertima & Williams (1987) 161-225.
Geddes & Grosset (1997) Antigo Egipto: Mito e História (New Lanark: Geddes & Grosset).
Günther, HFK [GC Wheeler, trans.] (1927) Os elementos raciais da história da Europa (Londres: Methuen).
Howe, S. (1998) Afrocentrism: Pasts mítico e Casas Imagined (Londres: Verso).
Parques, L. (2000) “Os antigos egípcios usavam perucas”. Egito Revelado, 29 de maio.
Partridge, RB (1994) Faces de faraós: Royal Múmias e Caixões De Tebas Antiga (London: Rubicon Press).
Sayce, AH (1925) As raças do Antigo Testamento (London: Religious Tract Society).
Van Sertima, I. & L. Williams [eds.] (1987) grandes pensadores africanos, Volume I: Cheikh Anta Diop (New Brunswick: Transação Books).
Wainwright, GA (1938) The Sky-Religion no Egito: a sua antiguidade e Efeitos (Cambridge: University Press).
Whicker, FDP (1990) o Egito e as Montanhas da Lua (Braunton: Merlin Livros).

Publicações mais recentes

Análises científicas modernas das raízes de seus cabelos [Ramsés II] confirmaram que, em sua juventude, o rei foi de fato um ruivo natural.(Tyldesley; 2001)

Em 1975, uma equipe de cientistas de 105 membro liderada por Lionel Baloud restaurou” a múmia de Ramsés II (c. 12790-1213 BC) e concluiu, entre muitos outros pontos, que o seu cabelo era dotipo europeu . Alguns egiptólogos, ainda sustentam que o cabelo de Ramsés II também era vermelho, ao invés de vermelho tingido.(Najovits; 2004)

Ramsés II teve um nariz aquilino[adunco] proeminente .” (Roberts; 2006)

Guerras Raciais no Antigo Egito

Na primeira dinastia, o Egito se apoderou de parte da Núbia. A partir de então, as relações entre as duas regiões basearam-se, via de regra, em colonialismo e escravatura do primeiro sobre o segundo grupo. Desde o Império Antigo, os faraós egípcios realizaram campanhas contra os negros núbios, sempre retornando ao Egito com milhares de prisioneiros. A conquista total da Núbia foi alcançada pelo faraó Sesóstris III, por volta de 1863 aC. Os antigos egípcios deixaram um grande número de referências sobre suas relações com os negros ao sul. A tradução e registro mais completos desses escritos foram feitos por James Henry Breasted, professor de egiptologia e história oriental da Universidade de Chicago, em sua obra: History of Egypt, from the Earliest Times to the Persian Conquest, Second Edition; 1909. Um estudo pormenorizado de tais registros é de grande valia para demolir o absurdo afrocentrista que alega uma origem negroide para a civilização egípcia.

mercado de escravos negro no Antigo Egito. Clique sobre a imagem para ampliá-la
mercado de escravos negros no Antigo Egito

Escritos egípcios sobre os negros

“Sua majestade fez guerra sobre os moradores-da-areia asiáticos e sua majestade fez um exército de muitas dezenas de milhares: em toda a região sul . . . entre os negros Irthet, os negros Mazoi, os negros Yam, entre os negros Wawat, entre os negros Kau, e na terra de Temeh.” (Conde Uni, governador do sul e funcionário do Império Antigo). Este é um exemplo de um faraó do Império Antigo usando negros como mercenários.
O exército foi enviado para o sul da Palestina e “devolvido em segurança, depois de ter invadido a terra dos moradores-da-areia. Sua majestade me enviou para cavar cinco canais no Sul e fazer três barcos de carga e quatro barcos a remo de madeira de acácia de Wawat.”
“Então os chefes negros de Irthet, Wawat, Yam, e Mazoi extraíram a madeira, portanto, e eu fiz o todo em apenas um ano. O faraó veio inspecionar este trabalho e na vinda do próprio rei, de pé, atrás da região montanhosa, enquanto os chefes de Mazoi, Irthet e Wawat fizeram reverência e deram um grande elogio.”
Esta passagem mostra claramente o uso de negros como mão-de-obra pelos egípcios.
 

Prisioneiro negro amarrado pelo pescoço
Prisioneiro negro amarrado pelo pescoço; Período Amarna

“A construção de barcos de madeira de Tuataua de uma capacidade de cem, e 60 barcos reais de capacidade de dezesseis. Incursão na terra dos negros e trazendo de sete mil presos, homens e mulheres e vinte mil cabeças de gado, ovelhas e cabras… E trazendo de 40 barcos de madeira de cedro.” (Escriba do faraó Sneferu, Pedra de Palermo; cerca de 2600 aC)

Uma estela de arenito encontrada no santuário de Wadi Halfa contém um relato da expedição na Núbia do faraó Sesóstris I (1971–1926 aC), a qual levou estas guerras do rei aos seus limites meridionais. No topo desta estela há um alívio mostrando Sesóstris I em pé de frente ao Senhor de Tebas, que diz: Eu trouxe para ti todos os países que estão na Núbia, sob os teus pés.

“Eu Passei Kush, velejando ao sul. . . em seguida, sua majestade retornou em segurança, tendo derrubado os seus inimigos em Kush, o vil.(inscrição do príncipe Amenin em Benihasin, 12ª dinastia)

“Eu alcancei a Núbia dos negros. . . Eu forcei os chefes núbios a lavar o ouro.” (inscrição na estela de Sihathor, ‘tesoureiro assistente’, 12ª dinastia. Museu Britânico)

Escravo negro ajoelhado e amarrado; Império Novo
Escravo negro ajoelhado e amarrado; Império Novo

 

“A fim de evitar que qualquer negro deva atravessá-la”

Os egípcios brancos tinham consciência da ameaça que representava o número crescente de indivíduos de raças alógenas em seu país. Quando a conquista final da Núbia foi alcançada por Sesóstris III, por volta de 1863 aC, uma série de fortalezas foram erguidas em pontos estratégicos, a fim de barrar o influxo negroide no Egito. Trata-se do primeiro “Only Whites” da história. A primeira inscrição da estela de Semneh reconta a subjugação da Núbia por Sesostris III, dizendo o seguinte: “Fronteira sul, feita no ano 8, sob a majestade do rei do Alto e do Baixo Egito, Sesóstris III. . . a fim de evitar que qualquer negro deva atravessá-la, por água ou por terra, com um navio, ou quaisquer efectivos dos negros; exceto um negro que virá a fazer comércio em Iken ou com uma comissão. Cada coisa boa deve ser feita com eles, mas sem permitir que um navio de negros passe por Heh, indo a jusante, para sempre.”

Um relevo de prisioneiros núbios amarrados pelo pescoço, em Abu Simbel
Um relevo de prisioneiros núbios amarrados pelo pescoço, em Abu Simbel
Esfinge de Tutancâmon pisoteando um negro e um semita, em seu famoso baú de madeira
Esfinge de Tutancâmon pisoteando os inimigos do Egito: um negro e um semita, em seu famoso baú de madeira

Qualquer exército eu naveguei [contra, eu efetuei o seu abate] de um só golpe Agarrei seus chefes e seus exércitos.” (Intef II, 2112-2063 aC, 11ª Dinastia. Bianchi; 2004)

“Eu abati os núbios em várias ocasiões em Wawat. Então eu fui para o sul em força, massacrando os núbios em sua terra e eu vim norte desenraizando a colheita e reduzindo o restante de suas árvores e as suas casas foram incendiadas – assim como é feito para qualquer um que se rebele contra o rei!(Antefoker, Governador de Thebas, Vizir de Sesóstris I, 1971-1926 aC, 12ª dinastia)

“Eles não são homens valentes, eles são miseráveisambas as caudas e corpos; minha majestade, vi por mim mesmo, não é nenhuma fábula (Sesostris III, 1870-1831 aC, 12ª dinastia, estela de Semna, ano 8 – Bryant, 1963)

“Agora, depois que sua majestade tinha matado os asiáticos, ele subiu o rio. . . para destruir os trogloditas núbios; Sua Majestade fez uma grande matança entre eles.” (Inscrição de Ahmose, 18ª dinastia)

Relevo de Horemheb (18ª dinastia) mostra um cativo negro sendo registrado por escribas e depois levado

“Lá veio o inimigo do Sul; seu destino, sua destruição se aproximou (Ahmose, filho de Abana. Reinado de Amenhotep I, 18ª dinastia – Bianchi; 2004)

Um detalhe do interior da carruagem dourada de Tutancâmon, mostrando um prisioneiro negro núbio amarrado
Um detalhe do interior da carruagem dourada de Tutancâmon, mostrando um prisioneiro negro núbio amarrado

“Ele tem derrubado o chefe dos núbios; o negro é impotente, indefeso, em seu alcance. Ele tem unido os limites de seus dois lados, não há um remanescente entre os de cabelos encaracolados, que vieram para atacar; não existe um único sobrevivente entre eles. . . Eles cairão pela espada. . . os fragmentos cortados deles são demais para as aves. (Estela de Tombos de Tutmés I, 18ª dinastia)

“Eu tenho unido os trogloditas núbios às dezenas de milhares. Os nortistas por centenas de milhares de pessoas como prisioneiros.” (‘Hino da Vitória’, pilão em Karnak, 18ª dinastia)

Sua majestade passou este canal em força e poder em sua campanha para esmagar a Etiópia, a vil. (Príncipe Turo, vice-rei sob Tutmés I)

“Não seja em tudo clemente com a Núbia! Cuidado com as suas pessoas e seus feiticeiros!” (Amenhotep II, 1427-1400 aCRedford;. 2006)

“Um veio dizer a Sua Majestade: O núbio desce de cima de Wawet; ele tem planejado revolta contra o Egito. Ele reúne para si todos os bárbaros e os revoltosos de outros países Sua Majestade começou a derrubar o núbio na Núbia ... ele encontrou todos os inimigos espalhados em vales inacessíveis(Tutmés IV, 1400-1390aC, inscrição de Knosso – Bianchi; 2004)

prisioneiros núbios levados de barco para o Egito
prisioneiros núbios levados de barco para o Egito
cativo negro, Império Novo
cativo negro, Império Novo

 “Lista do cativeiro que sua majestade tomou na terra de Ibbet, os miseráveis.
Lista de prisioneiros e mortos
Negros que vivem 150 cabeças
Arqueiros 110 cabeças
Negros do sexo feminino 250 cabeças
Servos dos negros 55 cabeças
Seus filhos 175 cabeças
Total de 740 cabeças
Mãos dos mesmos 312
Unidos com as cabeças que vivem 1052.”
(Estela de Semneh de Amenhotep III, Museu Britânico, Londres)

Os núbios entraram em colapso em um piscar de olhos, seus chefes têm sucumbido à matança sempre que violam os nossos limites! Sua Majestade, que ele viva, seja próspero e saudável. (Soldados, Nebkheperure [Tutancâmon], Templo de Tebas, 1336-1327 aC – Darnell, Manassa; 2007)

Amenhotep III (1390-1353 aC) em sua carruagem, levando consigo prisioneiros negroides
Amenhotep III (1390-1353 aC) em sua carruagem, levando consigo prisioneiros negroides

Você é como Montu, você é como Montu, ó soberano! Você é como Montu! Você é como Montu no meio de seu exército, os deuses sendo a proteção de seus membros, o seu ataque tendo sucedido contra o Kush miserável!” (Soldados, Nebkheperure [Tutankhamun], Templo de Tebas 1336-1327aCDarnell, Manassa; 2007)

Ramsés II golpeando o inimigo núbio, 19 ª dinastia
Ramsés II golpeando o inimigo núbio, 19 ª dinastia

“Rei Ramsés II Sua fama é poderosa na terra do negro, com valentia, matando os trogloditas do Kush miserável, nas vitórias de sua poderosa espada. Ele faz com que o Egito seja feliz (Estela de Tanis, 19ª dinastia)

detalhe do baú de madeira de Tutancâmon, mostra o rei em sua carruagem massacrando os núbios negros que também são atacados por cães, enquanto escravos o ventilam na parte de trás de seu carro.
detalhe do baú de madeira de Tutancâmon, mostra o rei em sua carruagem massacrando os núbios negros que também são atacados por cães, enquanto escravos o ventilam na parte de trás de seu carro. Clique sobre a imagem para ampliá-la

Não deixa de ser irônico que esta mesma civilização que muitos negrocentristas reivindicam hoje, na realidade, durante vários séculos, escravizou e massacrou muitos de seus vizinhos negros, além de deixar registros para humilhá-los. Mal sabem eles qual destino poderiam ter se estivessem no Egito, no auge dos tempos faraônicos.

Civilização Branca no Deserto: Egito Antigo

Refutando o disparate afrocentrista que reivindica uma identidade negroide para os antigos egípcios

Apesar de estar situado no norte da África, o Egito tinha sido estabelecido por três grupos brancos antes de 3500 aC: os nomeadamente velhos europeus tipos mediterrânicos, proto-nórdicos e nórdicos indo-europeus, com o último grupo a penetrar o território como parte da grande onda de invasões indo-europeias que ocorreram de 5600 aC em diante.
Vivendo em típicos assentamentos neolíticos, este período da história é chamado de período pré-dinástico e é formalmente considerado como tendo chegado ao fim em 3100 aC.

bullheadsOs restos da parede exterior da tumba em Saqqara do faraó Uadji da segunda dinastia (2770-2650 aC). Ela mostra os painéis de recesso do período e as cabeças de boi de argila, carregando chifres naturais. Nota-se a semelhança distinta, ao lado, com o culto do chifre de boi de Catal Huyuk na Turquia, próximo ao Mar Negro, mais uma prova da ligação entre as duas regiões.

“Ginger” e os outros habitantes do Egito Antigo

Racialmente falando, os moradores do Egito neste período de tempo foram divididos em três grupos. Evidências esqueléticas dos túmulos mostram que os  brancos mediterrâneos originais e proto-nórdicos eram a maioria na área.
U
m corpo bem preservado encontrado numa cova de areia no Egito datando de aproximadamente 3400 aC, em exposição no Museu Britânico, em Londres, foi apelidado de “Ginger” (gengibre) por causa de seu cabelo vermelho, uma característica racial só encontrada em pessoas de ascendência nórdica.

ginger-webUm corpo bem preservado desde o período pré-dinástico do Egito, por volta de 3400 aC. Enterrado em um túmulo areia, o ressecamento natural dos arredores manteve o corpo preservado. Seus cabelos vermelhos (e, portanto, características nórdicos) foram tão bem preservados que a ele foi dado o apelido de “Ginger”, no Museu Britânico, onde é mantido em exposição pública. Direita: a cabeça de “Ginger”, mostrando o cabelo ruivo.

No entanto, escavações revelaram também uma minoria significativa de pessoas semitas (árabes) vivendo no Delta do Vale do Nilo ao lado dos brancos e no extremo sul (no que mais tarde tornou-se o sul do Egito e Sudão), viveu um grande número de negros, conhecidos como núbios. A existência destes dois grupos não-brancos dentro do Egito, mais tarde, teve um impacto importante sobre a história dessa civilização e também contribuiu para destruir a teoria do “ambiente” como origem das civilizações, sendo que todos os três grupos compartilhavam o mesmo ambiente, mas produziram níveis muito diferentes realizações.

O Reino Antigo – 3100-2270 aC

Em termos de prazos contemporâneos, o estado egípcio surgiu formalmente pela primeira vez logo após o estabelecimento da civilização entre o vale dos rios Tigre e Eufrates. Até o ano de 3100 aC, uma forma da unidade tinha começado a tomar posse no Egito, aglomerando-se em reinos do norte e do sul. Em torno desse ano, um líder dinâmico, chamado Menés, uniu os reinos do norte e do sul e estabeleceu uma cidade capital em Memphis, ás margens do Nilo. Assim, o ano de 3100 aC marca o início do período dinástico, o chamado Reino Antigo pelos historiadores.
Menés desenvolveu a ideia de usar canais para desviar as águas do Nilo para irrigar a terra – e este sistema de irrigação ao longo do rio Nilo existe até hoje. Menés era um líder tão talentoso e carismático, que foi deificado pelo posteriores egípcios e um culto foi desenvolvido que o retratou como um descendente direto dos deuses, uma tradição que depois se espalhou para outros faraós. É muito provável que a palavra “man” se originou com Menés.

Palette-of-Narmer A mais antiga representação de vida da Primeira Dinastia é encontrada na “Paleta de Narmer” (à esquerda), que data de cerca de 3000 aC. A imagem na paleta é considerada como sendo a de Menés, o primeiro grande rei branco do Egito, que uniu o Baixo e o Alto Egito. Menés, também conhecido como Narmer, aparece golpeando a cabeça de um inimigo que tem características semíticas claras.

Durante a construção de seu reinado, foi iniciada a maior cidade do Egito antigo, Memphis, que se tornou a capital do primeiro reino. Também neste tempo, a escrita pictográfica egípcia apareceu, provavelmente inspirada pela escrita suméria. O Reino Antigo negociou extensivamente com terras circunvizinhas, obtendo madeira do Líbano e cobre das minas da Península do Sinai.
Foi também durante o período do Império Antigo que as grandes pirâmides e a Esfinge de Gizé foram construídas, começando por volta do ano 2500 aC. O projeto foi lançado pelo faraó Quéops (também conhecido como Khufu), que, por causa das pirâmides, continua sendo um dos mais famosos faraós do Primeira Reino. Sua filha, a rainha Hetop-Heres II, da Quarta Dinastia, é mostrada em um baixo-relevo de cor em uma tumba como sendo uma loira distinta. Seu cabelo é pintado com um pontilhado amarelo brilhante com pequenas linhas horizontais vermelhas, e sua pele é branca (The Races of Europe, Carleton Stevens Coon, New York City, Macmillan. 1939, p.98).

redhair-egyptiansEsquerda: a Rainha Hetop-Heres II, da Quarta Dinastia, a filha de Quéops, o construtor da grande pirâmide, é mostrada nos baixos relevos coloridos de seu túmulo tendo sido uma loira distinta. Seu cabelo é pintado com um pontilhado amarelo brilhante com pequenas linhas horizontais vermelhas, e sua pele é branca.  (The Races of Europe, Carleton Stevens Coon, New York City, Macmillan. 1939, p.98). Direita: deusas de cabelos vermelhos, no túmulo do faraó Merneptah, 1213-1204 BC. (Alberto Siliotti, Guide to the Valley of the Kings, London: Weidenfeld & Nicolson, 1996, p. 59).


As pirâmides de Quéops não são as mais antigas pirâmides egípcias. A pirâmide de degraus, em Memphis, antecede-as por pelo menos um século e foi projetado por um arquiteto da corte, Imhotep. Esta grande estrutura, com cerca de 216 pés (66 metros) de altura, deve ter parecido irresistível aos egípcios comuns na época, que na melhor das hipóteses, viviam em casas de tijolos de barro e não é nenhuma surpresa que o arquiteto acabou por ser deificado.

saqqara-step-pyramidA primeira grande pirâmide do Egito: a pirâmide de degraus de Saqara, por volta de 2600 aC, com o seu igualmente impressionante centro mortuário em primeiro plano. O arquiteto, Imhotep, foi mais tarde transformado em uma divindade por respeito a essa conquista tecnológica.

A esfinge de Gizé e as pirâmides de 2500 aC

As pirâmides Quéops são impressionantes ainda hoje e pelos padrões da época, elas devem ter aparecido como uma conquista sobre-humana. Em vinte anos de construção, estas pirâmides utilizaram entre cinco e seis milhões de toneladas de pedras, alguns blocos que se moviam sobre 500 milhas, com trabalhos de alvenaria quase perfeitos no local para que a variância de alinhamento das pedras ainda hoje seja inferior a um por cento. A maior pirâmide atinge 479 pés (146 metros) – superior à Catedral de São Pedro, em Roma (que continua a ser a maior catedral cristã do mundo).

sphinx-gizaA Grande Esfinge de Gizé, nos arredores do Cairo, por volta de 2500 aC. Inigualável por pura escala e magnificência, as Grandes Pirâmides de Giza ficam como imponentes monumentos para os arquitetos e engenheiros que supervisionaram a sua criação. Usando mais de seis milhões de blocos individuais na maior pirâmide, a de Quéops, os pedreiros utilizaram um invólucro de pedra calcária encaixados com perfeita simetria e precisão.

yuya-thuyaNobreza nórdica no Antigo Egito: acima à esquerda, Yuya, nobre egípcio de 1400 aC, pai de Tiy, mulher do faraó Amenhotep III. O cabelo loiro de Yuya e a estrutura facial nórdica têm sido bem preservados pelo processo de embalsamamento. Ao lado, sua esposa com cabelos igualmente loiros, Thuya, bisavó de Tutancâmon.

hor-ladyEsquerda: Uma estátua original de madeira do Rei egípcio Hor (cerca de 1783-1633 aC), em exposição no Museu do Cairo, no Egito. Os olhos da estátua, incrustados com quartzo ou lápis lazuli, brilham como olhos azuis ou cinzas, dependendo da iluminação. Direita: A estátua de olhos azuis de lápis lazuli de uma senhora egípcia nobre da quarta dinastia, por volta de 2600 aC.

Religião Egípcia fornece percepções sobre Raça

Encantos e orações mágicas foram coletadas de um livro conhecido como O Livro Egípcio dos Mortos. Muitos egípcios asseguraram que esses livros fossem colocados em seus túmulos para garantir o sucesso da ressurreição. O foco da religião egípcia estava especialmente preocupado com a conquista da vida após a morte. A prática da mumificação foi iniciada com base em um mito de que o deus do rio Nilo, Osíris, tinha sido assassinado por seu irmão mal, Seth.
De acordo com o mito, Seth cortou o corpo de Osíris em pedaços. As partes foram reunidas para o luto da viúva de Osíris, Ísis e remontadas, ressuscitando-o assim. O Nilo Deus, então, tornou-se a primeira múmia e todos os egípcios mumificados tornaram-se um segundo Osíris. Este tema, a ressurreição, viria a se tornar dominante em outras religiões, e adotado pelo Cristianismo. Assim, a tradição de mumificação começou: um salto para a vida eterna no futuro. O processo de mumificação também forneceu aos historiadores modernos uma chance espetacular e única de ver as características físicas dos egípcios exatamente como eram.
A evidência é esmagadora de que estas primeiras sociedades egípcias eram uma mistura de brancos Alpinos/Proto-Nórdicos/Mediterrâneos. A elite de liderança, em particular os próprios faraós, foi principalmente nórdica. Os restos mumificados de vários faraós e de pessoas comuns desta primeira grande civilização egípcia têm características inconfundivelmente caucasoides.
Por exemplo, o corpo bem preservado do faraó Ramsés II tem o cabelo ruivo e há um grande número de múmias cujos cabelos loiros tem sido extraordinariamente bem preservado através dos séculos.
Esta tradição de faraós nórdicos durou quase até a segunda parte do Terceiro Reino, cerca de 1050 aC, época em que as mudanças demográficas raciais tinha ocorrido na sociedade egípcia em favor de grupos não-brancos.

khafre-tetyEsquerda: Cabeça do faraó Khafre, datada da quarta dinastia (2575-2467 aC). (Flinders Petrie Collection, University College, London) Direita: Máscara mortuária do rei Tety, datada da sexta dinastia, 2323-2152 aC. Museu do Cairo.

shep-menkEsquerda: Faraó Shepsekaf, último rei da quarta dinastia (2575-2467 aC). Direita: uma estátua do faraó Miquerinos e sua esposa, Khamerernebti II, datada da quarta dinastia, (2575-2467 aC).

Tudo isso não quer dizer que não havia outras raças viveram na região. Havia um número significativo de tipos raciais árabes semitas, que lá se instalaram a partir de sua terra natal, na Península Arábica. Esses povos não-brancos foram, no entanto, há muitos anos, séculos mesmo, excluídos da sociedade egípcia convencional por causa de sua raça. Eles foram mais frequentemente usados ​​como trabalhadores, juntamente com os negros capturados pelos egípcios durante as expedições de guerra ao sul, no moderno Sudão. Seus números aumentaram de forma constante durante a sua estadia no Egito e eles se tornaram um elemento demográfico significativo naquela terra.

semites-bringing-offerings1Semitas, claramente identificados como racialmente estrangeiros, prestam homenagens ao faraó egípcio. Uma cena pintada do túmulo de Sobkhotep, em Tebas.

amen-thutEsquerda: Uma estátua original do faraó Amenemhat III, 1841-1797 aC, mostrando claras características raciais brancas . Direita: Uma estátua de Tutmés III da 18 dinastia, 1539-1295 aC, Museu do Cairo.

Conquistas egípcias: criação do calendário de 365 dias

Além da realização estupenda de construção das pirâmides, a civilização caucasiana do Egito é creditada por muitas conquistas, algumas das quais nos beneficiam até hoje. Os egípcios foram os primeiros a dividir o ano solar em 365 dias e um quarto com base em um ciclo de 12 meses. Os egípcios também se tornaram famosos por suas habilidades médicas, embora a diferença entre magia e ciência não parece ter sido completamente feita. Existem evidências de cirurgias avançadas tendo sido efectuados, tanto antes como no Primeiro Reino e muitas técnicas e remédios de ervas foram adotados pelos gregos clássicos e sobreviveram até os tempos medievais europeus.

Em contraste com a escrita mesopotâmica, a escrita egípcia (hieróglifos, que significa “sinais sagrados”) permaneceu pictórica em conteúdo em toda a extensão desta civilização. Escrita egípcia só foi decifrado em 1822, após a descoberta da Pedra de Roseta.

mandog-manboyEsquerda: Um caixão datado da 12ª dinastia (1976-1947 aC), pertencente a um nobre chamado Khui, que era rico o suficiente para ter um caixão decorado, algo que apenas as classes superiores podiam pagar. Observe a coloração loira de seus cabelos. Direita: A estela vinda de Abydos, datando do Império Médio (cerca de 2040-1640 aC). A escrita identifica o homem para quem a estela foi feita como um Dedusobek. (Egyptian Treasures from the Egyptian Museum in Cairo by Mathaf Al-Misri, Araldo De Luca, Photographer, Francesco Tiradritti Editor, Harry N Abrams; ISBN: 0810932768; September 1999).

attendAtendentes de cabelos loiros, do túmulo de Djehutihotpe, Deir el-Bersha, Período Império Médio (TGH James, antigo Egito, da terra e seu legado, Londres: British Museum Publications, 1988, p 90).

O Médio ou Segundo Império (2060-1785 aC)

O período de 2270-2060 aC foi marcado por grande instabilidade no Egito, onde a unidade do país caiu em pedaços. Só no ano de 2060 aC, o Egito foi novamente unido politicamente . Ele conseguiu atingir uma parte de seu esplendor do Reino Antigo, embora não construiu nada do tamanho da Grande Pirâmide de Giza novamente.
Este período de unidade política não durou mais do que 70 anos e por volta do ano 1785 aC, um Egito dividido foi conquistado por uma tribo semita conhecida como hicsos. Eles não tiveram problemas para submeterem os egípcios, auxiliados pelo uso de armas de ferro e do cavalo e carruagem, que nem os egípcios tinham visto antes. Os hicsos tinham sido atacados com estas armas pelas tribos indo-europeias, que tinham desenvolvido a biga em sua rota para o sul de suas respectivas pátrias, no norte.
Demorou cerca de duzentos anos para os egípcios reconstruírem a sua força, e os hicsos foram finalmente expulsos em 1580 aC – depois que os egípcios dominaram a nova arma de cavalo e carruagem e usaram-na contra eles. Os registros egípcios mostram que os minoicos de Creta tinham ajudado a combater os invasores semitas hicsos, mais uma prova das relações estreitas entre os egípcios e a velha civilização europeia. O resultado de 200 anos de domínio dos hicsos deixou sua marca sobre a população egípcia. Como refletido em sua arte, a população branca, após este tempo, começou a mostrar sinais crescentes de mistura não-branca. Este mix branco/semita, veio a caracterizar praticamente todo o Oriente Médio.

elderlady-picsDuas imagens de uma múmia feminina: na esquerda, tirada em 2003, na direita, tirada em 1907. A múmia foi uma das três descobertas em 1898, em uma câmara secreta da tumba KV35, pelo arqueólogo francês Victor Loret. A múmia, conhecida como “elder lady”, foi identificada quer como a rainha Tiye. A imagem mais antiga mostra o cabelo da múmia muito mais claro do que a imagem de 2003.

seti-mummyA múmia do faraó Seti I é a mais realista dos grandes faraós do Egito e um tributo à arte do embalsamador. Seus traços permanecem cristalinos e por causa do excelente processo de preservação, a múmia de Seti pode facilmente ser comparada com um relevo colorido de seu rosto, feito durante sua vida, no templo em Abydos. Seti era o filho do grande Ramsés I, e tornou-se faraó em 1320 aC. Ele recuperou terras na Síria, perdidas para invasões sírias anteriores, conquistou a Palestina e realizou campanhas contra os líbios semitas e os hititas indo-europeus.

No entanto, um elemento importante da população egípcia estava, nesta fase, mostrando clara ascendência não-branca. Foi com o Terceiro Reino e sua expansão para áreas densamente povoadas por Núbios (negros do Sudão) e Etiópia (ocupada por massas de povos árabes/semitas), que um grande número destes não-brancos veio a ser proeminente na sociedade egípcia, quer como escravos ou homens livres.

snesu-obisEsquerda: A estátua de Sesóstris I, datada da 12ª Dinastia (1937-1759 aC), Museu do Cairo. Direita: Uma cabeça de obsidiana de um rei desconhecido, datada da 12ª Dinastia (1937-1759 aC). (Murray, M, The Splendour that was Egypt. plate LV, Readers Union, London 1951).

Hat-NefEsquerda: Hatshepsut, de Deir el Bahari, 18ª dinastia, por volta de 1485 aC, Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Direita: Um busto da rainha Nefertiti, cerca 1350 aC, Museu Egípcio de Berlim.

mer-ramIIEsquerda: A estátua de Mer-en-Ptah (Siptah), 19ª Dinastia, (1213-1203 aC), Museu do Cairo. Direita: Uma estátua de Ramsés II, também da dinastia 19, Museu britânico, em Londres.

Última Onde de Poder – O Império Novo (Terceiro Império) 1580-1085 aC

O terceiro (e último) grande aumento no poder egípcio veio com as expulsões dos hicsos semitas. Adotando o cavalo e a carruagem, faraós enérgicos e expansionistas definiram a  consolidação de Egito e estabeleceram um império. Síria, Fenícia, Palestina, Núbia e norte do Sudão (este último com grandes populações negras) foram todos conquistados e incorporados ao Império Egípcio. O maior rei expansionista foi Tutmés III (cerca de 1501-1447 aC). Uma série de colunas de pedras pontiagudas altas (chamadas obeliscos) foram construídas para comemorar as suas diversas campanhas. Apenas quatro dos obeliscos sobreviveram às lutas da história do Egito e hoje estão em Istambul, Roma, Londres e Nova York, lembretes silenciosos da grandeza de uma época passada.
A maior faraó desta vez foi Amenhotep III (1411-1375 aC), que construiu Tebas, a mais magnífica cidade da época. Amenhotep construíu muitas outras estruturas enormes, incluindo o templo de Luxor, na cidade de Tebas.

Tutancâmon sobre seus inimigos pretos e semitas (1350 aC)

Tutancâmon, o jovem rei (morreu quando tinha dezoito anos), reinou por volta de 1350 aC. Apesar de ter morrido muito jovem para se tornar um faraó de qualquer grande importância em seu próprio tempo, ele ganhou fama quando sua tumba foi descoberta intacta em 1924 (um dos poucos túmulos encontrados em bom estado – a maioria tinha sido alvo de ladrões, séculos antes). A máscara de ouro de enterro de Tutancâmon, passou a simbolizar o Egito antigo.
No entanto, o verdadeiro significado dos artefatos do túmulo tem sido amplamente ignorado: entre os bens de Tutancâmon, há algumas das imagens raciais mais gráficas em egiptologia.
Um dos tronos de Tutancâmon, a cadeira eclesiástica, tem em seu apoio para os pés os “Nove Arcos” – o nome egípcio para os inimigos tradicionais do Egito. Os números, finamente trabalhados no apoio para os pés, são de nove negros e semitas amarrados em correntes. Eles foram posicionados sobre o apoio para os pés, para que quando o faraó estavisse sentado em seu trono, seus inimigos estariam sob seus pés.

tut-throneImagem racial da tumba de Tutancâmon: Acima, o trono eclesiástica e uma visão completa do apoio de pés abaixo. Prisioneiros semitas e pretos vinculados aparecem no banquinho. O rei egípcio iria descansar os pés sobre os seus inimigos.Throne footrest from tomb of King Tutankhamen

Outra imagem graficamente racial na tumba de Tutancâmon é encontrada em uma de suas bengalas. A alça é feita de um semita e um preto amarrados para que quando o rei egípcio saísse para um passeio com sua bengala real, ele segurasse os inimigos do Egito em sua mão.

prisoners-canesImagem racial do túmulo de Tutancâmon: prisioneiros amarrados, um semita e um negro, decoram a extremidade curva de uma das bengalas de Tutancâmon, o assim chamado “Bastões dos prisioneiros”. Quando o rei egípcio saía para um passeio, ele segurava os inimigos do Egito na palma de sua mão.

O rei anda sobre os inimigos raciais do Egito

No entanto, outra imagem racial explícita da tumba de Tutankhamun é encontrada em um par de sandálias. Incrustadas com uma imagem de um semita e um preto, o faraó esmagava seus inimigos debaixo dos pés quando andava.

tut-shoesImagem racial da tumba de Tutancâmon: Sandálias do rei egípcio com prisioneiros amarrados, um negros e um semita, incrustada nas solas.

A famosa caixa de madeira de Tutankhamon, que foi encontrada na antecâmara de seu túmulo, contém ainda uma outra cena impressionante. Em seus lados, ela mostra o rei egípcio que monta um carro e atropela os inimigos do Egito: os negros e os semitas.

general-view-chestAcima: Uma visão geral do baú de madeira de Tutancâmon e abaixo, os detalhes, a partir dos lados, mostrando Tutancâmon pisoteando negros e semitas sob as rodas do seu carro e sob os cascos dos seus cavalos. Nota-se também os três escravos negros que ventilam Tutancâmon na parte traseira do seu carro. A utilização de mão de obra não-branca foi a principal razão pela qual a civilização egípcia acabou sendo invadida.tut-box-sides

Na época de Tutancâmon e em seguida, os egípcios tinham clara consciência dos números crescentes de seus inimigos raciais rastejando sob eles. Estas referências gráficas para inimigos raciais do Egito são nefastas quando se considera que, no momento de Tutancâmon, os escravos não-brancos já haviam se tornado comuns.
Além disso, um número significativo de egípcios era agora de raça mista, a ocupação dos hicsos tinha deixado para trás uma série de tipos egípcios/semitas. Significativamente, a viúva de Tutancâmon tentou forjar uma aliança com os indo-europeus hititas que tinham, nesse ínterim, tornado-se a principal potência no Oriente Médio, organizando o seu próprio casamento com um príncipe hitita. (O casamento nunca aconteceu, como o marido foi morto pouco antes da cerimônia).

A queda do Egito branco

Desde o tempo de Tutancâmon em diante, o declínio final do Egito era irreversível. Reis posteriores tentaram inverter a tendência e, às vezes, conseguiram temporariamente, em reverter as ondas de conquista e opor conquistas na Palestina e na Síria. Um faraó ainda conseguiu levar uma princesa hitita como noiva.

ram-enemies-graspUm mural do palácio de Ramsés II em Memphis, por volta de 1279 aC, mostra o faraó agarrando os inimigos do Egito pelos cabelos – dois semitas e um núbio preto. Ao lado: um close-up das três vítimas na posse de Ramsés.

Mas havia inimigos frescos: o Egito foi agora atacada por novos invasores indo-europeus que emergiram do mar Egeu, os chamados Povos do Mar. Como o próprio nome indica, eles chegaram de barco e invadiram assentamentos egípcios, deixando-os novamente pelos meios que eles chegaram. Estes povos do mar eram compostos principalmente por filisteus da Ásia Menor e aqueus da Grécia continental. Ilustrações egípcia da época mostram presos sendo tomadas, com cabelos e olhos claros – Pessoas do mar, piratas infelizes o suficiente para caírem em cativeiro no Egito, onde eles não poderiam esperar qualquer misericórdia.

800 aC – egípcios brancos desaparecendo

Desde a época da invasão dos hicsos e da queda do Segundo Reino, a mudança demográfica entre a população egípcia tinha sido contra os brancos originais. Lentamente no início, mas depois rapidamente, não-brancos ou tipos raciais mistos começaram a tornar-se cada vez mais da população daquele país – como escravos, trabalhadores, imigrantes ou invasores.

Esses outros tipos raciais eram de dois grupos: semitas (aos quais os egípcios chamavam de “moradores da areia”) e negros, a partir da região da Núbia, no extremo sul (atual Sudão). Uma revisão das relações do Egito com a Nubia é, portanto, crucial para entender o que aconteceu com os egípcios brancos e por que eles desapareceram.

Archaeological Museum, Bologna.Mercado de escravos do Egito, com escravos negros esperando serem vendidos. Museu de Bolonha.

nubians-offering-goldUma pintura de parede egípcia mostrando pretos núbios trazendo oferendas de ouro – mostrando como os egípcios brancos retratavam os seus vizinhos negros, cerca de 1850 aC.

Guerra racial com a Núbia

*Veja aqui o artigo: Guerras raciais entre Antigo Egito e Núbia

Os confrontos entre os egípcios e os núbios negros foram, por muito tempo, uma característica da história do Egito, com as primeiras campanhas contra os núbios lançadas pelos faraós do Império Antigo, ao redor 2900 aC. Em 2570 aC, o faraó Sneferu lançou um ataque organizado sobre a Núbia. Registros egípcios mostram que setenta mil prisioneiros foram levados.
Em 1296 aC, o Egito conquistou a Núbia e construiu uma série de fortes enormes para proteger suas fronteiras do sul contra os núbios, o mais famoso dos quais é o forte de Buhen, que tinha paredes de 364 pés (110 metros) de altura e quase 15 pés (4,5 metros) de espessura.
Ao longo das margens do sul do Nilo, pedras enormes foram construídas. Em hieróglifos visíveis ainda hoje, a passagem dos negros depois desses pontos foi proibida – os primeiros sinas públicos “Whites Only” da história.
Na época da invasão dos hicsos no Egito, muitos reis núbios locais se aliaram com os hicsos e infligiram derrotas aos egípcios enfraquecidos, incluindo a destruição das fortalezas do sul.
Quando os hicsos foram finalmente expulsos, os egípcios brancos exigiram um vingança terrível contra os negros, com o lançamento de muitas campanhas de conquista e repressão sobre eles. O tempo todo, traziam de volta ao Egito milhares deles como escravos, uma bomba-relógio racial que iria eventualmente destruir a civilização egípcia.

Escritos egípcios sobre os negros

Os egípcios brancos deixaram muitas referências escritas sobre a população negra na Núbia e no seu próprio país. De fato, em um ponto, os seus escritos gravam uma lei que proibia completamente os negros de entrarem em seu país. Uma visão geral destas inscrições é altamente interessante e devasta as reivindicações de historiadores pró-negros, que, em uma tentativa de distorcer o registro histórico, afirmam que a antiga civilização egípcia era de origem racial negra. A tradução e o registro mais completo desses escritos foram realizados por James Henry Breasted, professor de Egiptologia e História Oriental da Universidade de Chicago, em sua obra History of Egypt, from the Earliest Times to the Persian Conquest, Second Edition, 1909. Para qualquer pessoa interessada em uma visão detalhada, com base em fontes egípcias originais, este livro vale a pena ler. Todos os escritos citados abaixo foram extraídos do trabalho de Breasted e são baseados em registros egípcios originais.

Escritos Raciais egípcios: A Sexta Dinastia

Uma inscrição feita pelo Conde Uni, governador do Sul e um funcionário do Império Antigo, tem o seguinte teor: “Sua majestade fez guerra sobre os moradores-da-areia asiáticos e sua majestade fez um exército de muitas dezenas de milhares: em toda a região sul . . entre os negros Irthet, os negros Mazoi, os negros Yam, entre os negros Wawat, entre os negros Kau, e na terra de Temeh.”
Este é um exemplo de um faraó do Império Antigo (2980-2475 aC) utilizando milhares de negros como mercenários.

Escritos egípcios: A Décima Segunda Dinastia

 A inscrição na estela de Sihathor, um “Tesoureiro Adjunto”, agora no Museu Britânico, diz o seguinte: “Eu alcancei a Núbia dos negros. . . Forcei os chefes núbios a lavar o ouro.”

nubian-prisonerUm núbio amarrado e ajoelhado, um prisioneiro dos egípcios.

“Para evitar que qualquer negro cruze. . . “

A conquista final da Núbia foi alcançada por Sesostris III em 1840 aC. Este rei realizou quatro campanhas contra os negros e várias fortalezas foram erguidas em pontos estratégicos, fazendo da Núbia uma colônia permanente do Egito.
A primeira inscrição da estela de Semneh reconta a subjugação de Núbia por Sesostris III, dizendo o seguinte: Fronteira sul, feita no ano 8, sob a majestade do rei do Alto e do Baixo Egito, Sesóstris III. . . a fim de evitar que qualquer negro deva atravessá-la, por água ou por terra, com um navio, ou quaisquer efectivos dos negros; exceto um preto que virá a fazer comércio em Iken, ou com uma comissão. Cada coisa boa deve ser feita com eles, mas sem permitir que um navio de negros passe por Heh, indo a jusante, para sempre.

Escritos raciais egípcios: A 18ª Dinastia (1580-1350 aC)

A inscrição de Ahmose diz: “Agora, depois que sua majestade tinha matado os asiáticos, ele subiu o rio. . . para destruir os trogloditas núbios; Sua Majestade fez uma grande matança entre eles.”
Outra inscrição notável é encontrada na stela de Semneh de Amenhotep III, que também está no Museu Britânico, em Londres. Ela diz o seguinte: “Lista do cativeiro que sua majestade tomou na terra de Ibbet, os miseráveis.
Lista de prisioneiros e mortos
N
egros que vivem 150 cabeças
Arqueiros 110 cabeças
Mulheres negras
 250 cabeças
Servos dos negros 55 cabeças
Seus filhos 175 cabeças
Total de 740 cabeças
Mãos destes 312
Unidos com as cabeças vivas 1052.”

O cabelo vermelho Ramsés II – Último faraó branco significativo

A última exibição de vigor nacional do Egito vem com o cabelo vermelho do Faraó Ramsés II (1292-1225 aC). Ramsés II conseguira restabelecer o império egípcio já em decomposição por recapturar muita terra na Núbia. Ele também lutou uma série de batalhas contra invasores indo-europeus, os hititas.
Isso culminou com a Batalha de Kadesh, no norte da Síria. Ramsés assinou um tratado com os hititas, em 1258 aC, o que pôs fim à guerra. Em termos do tratado, Ramsés tomou como esposa uma princesa Indo-Europeu hitita.
Seus outros sucessos incluíram a construção do templo escavado na rocha de Abu Simbel, o grande salão no templo de Amon em Karnak e o templo mortuário em Tebas.

ramsesIIA múmia do ruivo faraó egípcio Ramsés II está em exposição pública no Museu Egípcio, no Cairo.

Após este rei, o Egito entrou em um período constante de deterioração, causado diretamente pela eliminação dos egípcios originais e sua substituição por uma população mista composta por negros, semitas e a população branca remanescente. Esta nação, racialmente divergente, nunca chegou novamente às alturas alcançadas pelo primeiro, segundo, ou a primeira parte do terceiro Reino. Nestes últimos anos, houve reclamantes concorrentes ao trono do faraó, muitos dos quais, racialmente falando, não tinham qualquer semelhança com os faraós originais em tudo.

mixing-egyptMestiçagem e a queda do Egito. Acima à esquerda, um busto recuperado de um túmulo, de um homem que se presume ser um dos filhos menores de faraó Khufu, e acima à direita, sua esposa, também recuperado da mesma tumba. Os retratos mostram claramente que a mulher foi, pelo menos parcialmente, de origem negroide. (Mendelssohn, K., The Riddle of the Pyramids, Thames and Hudson, 1974, page 140).

Faraó mestiço é o último faraó

Os verdadeiros egípcios tinham desaparecido, o mais tardar em 800 aC e o dividido e enfraquecida Egito foi presa fácil para inúmeros invasores, alguns semitas, alguns Núbios e alguns Indo-Europeu, nenhum dos quais estabeleceu qualquer tipo de regra permanente.
Os invasores Núbios configuraram um novo reino conhecido como a Vigésima Quinta Dinastia (746-655 aC.) e alegaram serem os herdeiros dos reinos anteriores. Esta dinastia de cem anos, viu uma série de governantes núbios e mestiços, todos afirmando serem faraós e tentando reviver algumas das práticas mais antigas, como a mumificação.

Fim do Antigo Egito: invadido por não-brancos

Estes “egípcios” não-brancos eram uma ilusão – os verdadeiros egípcios, brancos, tinham desaparecido junto com a sua sociedade.                                                                      O penúltimo faraó da dinastia núbia, Taharka, cuja ascendência mestiça é clara em suas esculturas, foi expulso de seu trono por invasores assírios e é a partir dessa queda de Taharka que os historiadores datam formalmente a queda do Egito, embora, na realidade, o último verdadeiro egípcio tinha desaparecido quase duzentos anos antes.

tuth-taharq-shabA queda do Egito em imagens. À esquerda, o faraó egípcio branco Tutmés III, por volta de 1450 aC. No centro, o faraó negroide núbio Shabako, por volta de 710 aC. e à direita, o penúltimo faraó Núbio, Taharka, que governou o Egito em 690-664 aC. Ele era o filho de Piye, o rei Núbio que havia conquistado o Egito em 760 aC. Os últimos brancos egípcios tinham desaparecido antes de 800 aC, fisicamente integrados na massa de núbios e povos semitas que tinham vindo a dominar aquela terra. Os mais proeminentes dos invasores núbios, em seguida, definiam-se como novos reis egípcios, mais tarde chamados de 25ª dinastia (cerca de 760-656 aC). Como pode ser visto a partir das características raciais das estátuas acima à direita, a 25ª dinastia foi claramente não-branca. Este foi o tempo dos faraós da Núbia que supremacistas negros usam como reivindicação de uma origem africana para o Egito Antigo. A dinastia núbia veio, de facto, no final da era egípcia, não no seu início. Incapaz de manter a civilização branca original, a 25ª Dinastia apagou-se de sua própria vontade e foi destruída por uma invasão assíria. Embora a queda do Egito está oficialmente datada a partir do final da dinastia 25, na realidade, os verdadeiros antigos egípcios tinham desaparecido 200 anos antes.

O curso das evoluções raciais na história egípcia tem sido apoiada por pesquisas antropológicas. O antropólogo britânico G.M. Morant produziu um estudo abrangente de crânios egípcios, de túmulos plebeus e reais, de todas as partes das terras e tempos egípcios.
Suas conclusões foram que a maioria da população do Baixo Egito, isto é, na parte norte do país, era membro da sub-raça branca mediterrânea. No sul (ou Alto Egito) este padrão populacional foi repetido, mas desta vez mostrou uma certa percentagem de mistura negroide (refletindo a proximidade do assentamento núbio).
Significativamente, Morant descobriu que, com o passar do tempo, a diferenciação em tipos de crânios entre o Alto e o Baixo Egito tornou-se cada vez menos distinta, até que, finalmente, eles se tornaram indistinguíveis – o sinal mais seguro da absorção da sub-raça branca na massa não-branca crescente (Race, John R. Baker, Oxford University Press, 1974, page 519).

Ocupação grega branca – 325 aC

Depois de passar sob o governo etíope, assírio e persa, o Egito finalmente foi ocupado, em 325 aC, pelo grego macedônio Alexandre, o Grande (cuja tribo foi uma das invasoras indo-europeias originais da península grega). A famosa rainha Cleópatra, muitas vezes associada com o Egito Antigo, foi um desses governantes macedônios, e não uma egípcia.
Sob o governo de Cleópatra, o Egito tornou-se um posto avançado romano. Embora os macedônios tenham adotado certas características culturais do Egito Antigo, os verdadeiros egípcios tinham desde muito passados do palco mundial, absorvidos pela massa de raça mista do Oriente Médio.

Fonte: March of the Titans: A History of the White Race, Chapter 8 – Arthur Kemp, 2006